Uma volta ao quarteirão a substituir a deslocação para o trabalho

Ilustração de uma paisagem

Quem trabalha a partir de casa perde, muitas vezes, a fronteira natural que o percurso até ao emprego costuma criar entre o trabalho e o resto do dia. Dar uma volta ao quarteirão antes de começar a trabalhar, e novamente no final da tarde, recria essa fronteira de forma simples, sem precisar de mais do que uns minutos ao ar livre. O percurso não precisa de ser longo, basta que exista todos os dias, sempre mais ou menos à mesma hora.

Este hábito funciona porque dá ao corpo e à cabeça um sinal parecido ao que o antigo trajeto para o emprego costumava dar, mesmo sem existir qualquer deslocação real. Muitas pessoas notam que, ao voltar desta pequena volta, sentem que o dia de trabalho começa de facto, e não apenas quando abrem o computador.

Uma fronteira que falta em casa

Quem vive perto de um parque pode aproveitar esse espaço para a caminhada, enquanto quem mora numa zona mais urbana pode simplesmente percorrer as ruas em redor de casa. Em qualquer dos casos, o mais importante é que este pequeno trajeto aconteça sempre antes e depois do trabalho, e não a meio do dia.

Com o tempo, esta caminhada torna-se quase automática, e dispensá-la começa a notar-se na forma como o resto do dia é vivido, tanto ao início como ao final da tarde. Algumas pessoas aproveitam ainda esse momento para ouvir alguma coisa, enquanto outras preferem apenas caminhar em silêncio.

Quem partilha a casa com outras pessoas pode ainda combinar este pequeno trajeto com elas, tornando-o num momento que assinala, para toda a gente, o início ou o fim do dia de trabalho de quem está em casa.

No verão, esta caminhada aproveita a luz da manhã e do fim da tarde, enquanto no outono basta um casaco mais quente para continuar a manter o mesmo hábito, independentemente da estação.